Um barrista de cada vez: Júlia e Emília Côta
Júlia e Emília Côta nasceram em Santa Maria de Galegos, Barcelos, a 26 de Dezembro de 1935 e a 14 de Setembro de 1938, respectivamente. Filhas dos louceiros Eduardo Fernandes de Sousa, o Percina, e Rosa Faria da Rocha, a Rosa Côta, e netas do louceiro João Domingos da Rocha, o Mingos Coto, - pertencem, de facto, a uma dinastia de barristas.
Atribui-se a Domingos Côto (+ 02-05-1959) o primeiro galo de roda. Rosa Côta (+30-01-1983) tornou-se conhecida pelos seus gigantones, bois e pombais. Júlia começou a trabalhar quando andava na "doutrina":espalmava apatas para as figuras que a mãe fazia. Durante muito tempo, porém, limitou-se a pintar bonecos, tendo inclusivamente trabalhado para uma fábrica, onde ia buscare levar a louça que pintava em casa. "Depois p meu pai começou assim a fazer umas peças à roda". E a Júlia, quando não tinha louça para pintar, ajudava a mãe a aparelhar (concluir a modelação, colocando braços, pernas, olhos, instrumentos musicais e adereços diversos) as figuras saídas da roda. Em solteira, vendeu louça por muitas feiras: "Coimbra, Buçaco, Chaves, para lado de Lamego, para o S. Gens".
Emília Côta dedicou-se, desde cedo, à pintura das peças que os pais e a irmã faziam. Depois de casar, especializou-se na produção e pintura dos tradicionais galos.
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